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I gotta Feeling

O sucesso não é o final e o fracasso não é fatal: o que conta é a coragem para seguir em frente…

amigas

“Ter amigos é como fazer xixi nas calças, todo mundo vê, mas só a gente sente o verdadeiro calor.”

 

 

Elas se afundam em suas preocupações e esquecem do resto do mundo.

O que é amizade hoje?  O que é família hoje? O que é um namoro hoje?

Cada um por sí e salve-se quem puder. Essa é a realidade

Besouro

Domingo fui ao cinema assistir um filme brasileiro que tem dado o que falar: Besouro.

Ele representa a cultura negra do Brasil de uma forma bem interessante. Mostra a capoeira, a exclusão social do negro logo após a abolição da escravatura e a religião- o cadomblé -.

 

Vazio

“Tal como o silêncio após o ruído, ou a água pura e fresca num dia quente e abafado, o Vazio limpa a mente desarrumada e recarrega as baterias da energia espiritual. No entanto, muitas pessoas têm medo do Vazio, porque lhes recorda a solidão. Parece que tem que ser tudo preenchido – as agendas, as encostas, os baldios -, mas é quando todos os espaços estão preenchidos que realmente começa a Solidão.

 ” in “O Tao do Pooh” de Benjamin Hoff

Sem tempo para nada

Não há tempo para nada, estamos todos cheios de pressa: não há tempo para ler, nem telefonar a um amigo a perguntar só se está tudo bem. Como não há tempo, as pessoas por vezes ligam-se e dizem: “Olha, só te liguei para te pedir um favor” e depois de o fazerem, invariavelmente desligam prometendo que para a semana iremos almoçar. E até iríamos se houvesse tempo, mas não há. E assim não vamos almoçar.
 
As pessoas só têm tempo quando estão presas no trânsito ou numa situação em que são obrigadas a ter tempo, tipo presas no trânsito. Ou então à espera do autocarro. Ou à espera da sua vez na consulta. Ou à espera de ser atendido na fila longa. As pessoas têm tempo quando estão à espera. É um tempo forçado, como se fosse uma prisão domiciliária, uma liberdade condicional, mas é tempo. Se não houvesse filas de trânsito ou do talho, ninguém teria sequer este tempo, que não é bem aquele tempo no seu estado mais puro, como o tango de Gardel.
Às vezes ligam-me pessoas que parecem ter tempo para mim e interromperam o seu dia para me perguntar como é que estou: “Que é feito de ti que nunca mais disseste nada?”; que me têm visto aqui e ali, que estou em grande. Perguntam-me se eu tenho falado com aquele amigo que ambos temos em comum — “Ainda andas com aquela?” — se estou mesmo bem, se sempre me mudo, se é verdade o que lhes haviam dito, até que de repente, abrupta mente me dizem:
“Olha! Chegou a minha vez, estão a chamar o meu nome nas colunas!”; que têm de entrar, mas que ligam mais tarde. As pessoas que dizem que ligam mais tarde nunca ligam mais tarde. As pessoas que dizem que ligam mais tarde quando ouvem o seu nome nas colunas são iguais às que dizem que para a semana iremos almoçar. Não vêm almoçar. Não vão ligar mais tarde. Não vão mais nada.
As pessoas sem tempo não o procuram porque se habituaram a não o ter. E quando alguém se lhes abeira e anuncia que tem tempo para lhes dar, assustam-se com essa perspectiva e dizem logo que não têm tempo para isso: “Ai que tenho isto para fazer, ai que não posso, ai que não me dá jeito, ai que não consigo, ai que é impossível!”. As pessoas sem tempo não querem tê-lo e por isso o matam. Há pessoas que passam a vida a matar o tempo e deviam ser presas por isso como um qualquer homicida. Porque aí, voltaríamos a ter tempo, como se estivéssemos numa fila de trânsito, à espera que a coisa ande.
 
Fernando Alvim in jornal Metro

Guarda teu coração

 

 

“…De tudo q deves guardar…. guarda o teu coração, pois é a fonte da vida…”

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